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Detentos participam de curso em unidade prisional

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Exercitar a criatividade e criar artigos de bijuterias sustentáveis. Esse é o aprendizado que detentos do Centro de Recuperação do Coqueiro (CRC) estão tendo a oportunidade de ter, ao participar do I curso de criação de biojoias promovido na unidade, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

As biojoias são artigos de joalheria produzidos exclusivamente de forma artesanal e podem misturar vários produtos orgânicos, fornecidos pela própria natureza, como sementes, frutos, lascas de madeiras, cascas de coco, entre outros.

“Aqui no curso os detentos estão usando sementes do açaí daqui e também algumas vinda de Manaus, que são as que podem ser tingidas e ficam coloridas. Mas qualquer semente que for sólida nós podemos usar para fazer bijuteria, como Paxiúba e Inajá. A aula é 100% prática, então logo na primeira eles já aprenderam como montar os colares e brincos e avou explicando pra eles o beneficiamento das sementes, para saberem de onde vem a matéria prima”, explicou Rosilda Rocha, instrutora do Senar.

O diferencial de uma biojoia é a originalidade de cada peça, criada a partir da criatividade de quem está produzindo o artigo.

“Eu não imaginava que do açaí que a gente bebe, poderíamos criar uma peça como essa e acho que temos aqui uma grande oportunidade, pois além de aprendermos algo que irá nos dar uma fonte de renda mais tarde, também ficamos conhecendo um pouco mais da nossa cultura e dando mais valor a ela. O que mais me chamou atenção foi a facilidade e a rapidez com que se pode produzir um material desse, acredito que a partir daqui teremos bons frutos”, disse o detento Bruno Nascimento.

No total, vinte presos participam das aulas. A coordenadora pedagógica da unidade prisional, Lindomar Carvalho, ficou surpresa com o envolvimento dos alunos com o curso.

“Por termos um público quase que totalmente de homens, eu esperava que houvesse resistência por parte deles, mas me surpreendi, eles estão gostando muito do curso e estão interessados em aprender as técnicas e produzir novas peças. O curso tem 40h aulas e está sendo ministrado de manhã e a tarde, o que eles produzirem aqui vão poder entregar para as famílias e isso já pode ser o primeiro passo de uma nova renda para eles”, destacou a coordenadora.

De acordo com a instrutora do Senar, o curso além de servir para o aprendizado, tem também uma função terapêutica e exercita a concentração dos detentos.

“Para se criar uma peça é necessário atenção e inspiração. Por utilizar materiais que apresentam vários tipos de cores e formas, cada biojoia tem uma personalidade, é algo único e exclusivo, criado a partir do olhar da pessoa que a fez, portanto algo terapêutico que melhora até mesmo o lado emocional dessas pessoas, permitindo que eles expressem suas aptidões”, avaliou Rosilda Rocha.

“É preciso muita paciência para criar as peças e aqui dentro de um lugar como esse nós precisamos de algo que realmente estimule o nosso pensamento par fazer coisas que vão nos dar futuro. Aqui existem sim pessoas que querem se ressocializar e mudar vida, eu sou uma delas, por isso agradeço uma oportunidade como essa. Para nós vai ser mais difícil conseguir um emprego, então daqui já temos que pensar em como dar o primeiro passo”, afirmou a detenta Vanessa da Silva.

Por Giullianne Dias | Foto: Akira Onuma (Ascom/ Susipe)
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