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Rotina do Ophir Loyola muda com apresentação de coral de detentos

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A apresentação do coral Timbres, formado por detentos custodiados pela Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe), tornou a manhã desta sexta-feira, 5, diferente e com muito alto astral para pacientes e servidores do Hospital Ophir Loyola, referência no tratamento oncológico no estado do Pará. O repertório composto por onze músicas que transmitiram na composição mensagens de amor, paz, e fé, foi motivo de sorrisos e de alegria.

Maria Marciana da Conceição Silva, de 72 anos, reside em Bragança e realiza quimioterapia para o tratamento do câncer de mama. Ela ficou emocionada ao cantar a música que dizia “Jesus Cristo, eu estou aqui”. “É muito bom poder ouvir essas músicas. Eu cantei e pensei muito Nele (Jesus), pedi força e que ele dê a paz para a minha família”, disse.

A coordenadora do ambulatório, Eliete Ramos, explica que a redescoberta de sentimentos por meio da música pode influenciar diretamente na maneira como o paciente recebe e reage aos tratamentos médicos. “A motivação oferecida eleva a autoestima dos pacientes e tem o poder de contribuir no tratamento, já que a música tira a pessoa do ambiente em que ela se encontra”, apontou.  

A paciente Jacqueline Barroso dançava animada entre os ritmos animados. “Eu amo música, escuto todos os dias, todas as horas, quando é possível. Se fosse sempre assim os pacientes não ficavam tristes. E faz bem tanto pra gente quanto para os presos que estão fazendo bem”, afirmou.

Diretor clínico do hospital, Alberto Ferreira Júnior, representou o diretor geral e elogiou a apresentação do Coral. “É uma iniciativa muito positiva que colabora para a reintegração de todos. Todos têm a chance de ressocializar por meio das oportunidades que nos é dada. Na vida sempre é possível mudar de rumo”, ressaltou.

A interna Rosângela Souza, custodiada no Centro de Recuperação Feminino (CRF) de Ananindeua e integrante do Coral, estava muito contente com a oportunidade de levar felicidade para o público do hospital. “Eu me sinto bem fazendo uma coisa que eu gosto e vendo que eles se sentem melhor, sorriem, cantam. É de certa forma muito gratificante”, destacou.

O “Timbres” é um projeto da Susipe que consiste na reintegração social de pessoas privadas de liberdade por meio da música. Participam da iniciativa internos custodiados no Centro de Triagem Metropolitana (CTM II), Centro de Recuperação do Coqueiro (CRC) e Centro de Recuperação Feminino (CRF) de Ananindeua. A maestrina Vera Santos comanda os trabalhos do Coral.

 

Por Aline Saavedra | Foto: Alfredo Matos (Ascom/ Susipe)
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